Nossa vida é engraçada, sempre que estou longe de casa, sinto saudades e falta das coisas de lá. Mas parece que quando estou lá essas coisas passam despercebidas. No meu período na África criei o hábito de ler, diariamente, sites de jornais, blogs e variedade com informações sobre o Paraná e Foz do Iguaçu. O mais interessante de tudo isso é que muitas vezes lia fatos sobre Foz que nem as pessoas de lá sabiam. Depois eu escrevia, da Africa, contando para as pessoas de Foz as coisas que lá aconteciam. Nessa pesquisa por sites com o mesmo tema encontrei muitas fontes interessantíssimas, que nem sabia que existia. Porém, o mais curioso é que, antes de sair de Foz e depois de voltar da África, lia essas fontes com bem menos frequência. Não é nenhuma surpresa que, depois de vir para o Recife voltei a ler com frequência diária os sites com informações sobre Foz do Iguaçu, inclusive encontrei mais sites interessantes, com informações sobre Foz, Ciudad del leste e Puerto Iguazú. No final, sair de Foz me fez conhecê-la muito mais do que o período em que lá estive.
Essa distância de casa leva-nos (leva-me) a um retorno as origens. Nesse período fora, além do interesse sobre as coisas de casa, criei um interesse sobre as coisas das origens de nossas origens. Pesquisei sobre Besançon, localidade de que nossa família "leva o nome", sobre a Itália. Descobri coisas sobre nossa família que nem nossos avós e bisavós sabiam, o fato de termos origens na França, e não na Itália. Essas pesquisas me levaram a entender melhor os fatores que trouxeram nossos antepassados da Europa, que os levaram ao Paraná, especificamente Maria Helena, e os fatores que me trouxeram para longe de casa. O interessante é que, na origem, os motivos que levaram nossa família da França para a Itália, que os levaram de São Paulo para o Paraná, que nos levaram de Maria Helena para Maringá, que me levaram para África e agora para o Recife e que vão te levar a França são exatamente os mesmo, a busca de algo diferente, qualidade, conhecimento, mas acredito que o maior deles é a curiosidade. Essa é a maior semelhança entre nós, nossos avós e os caras que saíram de Besançon no século XVII, a curiosidade.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
DEUS
Há alguns dias li um texto, algo como "Ciência x Deus". Falava sobre uma pesquisa de como o conhecimento modifica a nossa visão de Deus, e estudava estatisticamente quais as áreas do conhecimento mais nos "afastam" Dele. Temos um senso geral de que químicos, físicos, matemáticos, estudantes da área de exatas, tornam-se ateus, mas a pesquisa revelou algo inesperado. A maioria das pessoas que, antes de cursar uma universidade, são religiosas, e depois passam a não acreditar em Deus, são em sua maioria da áreas das ciências humanas. Outro dado interessante que a a pesquisa revela é que muitas pessoas que optam por esta área, o fazem por ter conceitos religiosos mais fortes. Ou seja, a pessoa estuda uma área por ter conceitos religiosos e o conhecimento o leva ao ateísmo. Esta pesquisa foi realizada nos Estados Unidos e, com certeza, o ensino de humanas lá é muito menos socialista e marxista do que cá.
Com conhecimentos tão curtos sobre a natureza e a vida, não podemos explicar tudo e menosprezar a existência de Deus. Acredito até que daqui alguns tempos poderemos prever o clima com exatidão para 50 anos, desenvolveremos novas drogas, novos tratamentos para o câncer, novas técnicas para esticar a pele (sem ficar parecendo com uma boneca Barbie). Porém, há uma coisa que nunca conseguiremos prever, o pensamento e a reação dos humanos. Conseguiremos até prever situações, mas nunca todos os fatos que elas desencadearam. Acredito que aí está Deus. Quando ele nos deu o "livre arbítrio" criou uma barreira intransponível para nos o alcançarmos. Pessoas tem reações inesperadas e imprevisíveis, muitas vezes quando pensa que elas vão ficar felizes, ficam tristes, e roubando um pouco da filosofia dos irmãos Wachowski, as pessoas não foram feitas para serem felizes todo o tempo.
Não acredito que Deus seja um "ser supremo" que manda e desmandas nos pobres mortais, alterando suas vidas quando bem entende. Acho que seria até muito chato para ele. Deus apenas criou sistemas de controles, lógicos, mas que não somos capazes de decifrar, felizmente. Chamamos esse sistema de natureza.
Com conhecimentos tão curtos sobre a natureza e a vida, não podemos explicar tudo e menosprezar a existência de Deus. Acredito até que daqui alguns tempos poderemos prever o clima com exatidão para 50 anos, desenvolveremos novas drogas, novos tratamentos para o câncer, novas técnicas para esticar a pele (sem ficar parecendo com uma boneca Barbie). Porém, há uma coisa que nunca conseguiremos prever, o pensamento e a reação dos humanos. Conseguiremos até prever situações, mas nunca todos os fatos que elas desencadearam. Acredito que aí está Deus. Quando ele nos deu o "livre arbítrio" criou uma barreira intransponível para nos o alcançarmos. Pessoas tem reações inesperadas e imprevisíveis, muitas vezes quando pensa que elas vão ficar felizes, ficam tristes, e roubando um pouco da filosofia dos irmãos Wachowski, as pessoas não foram feitas para serem felizes todo o tempo.
Não acredito que Deus seja um "ser supremo" que manda e desmandas nos pobres mortais, alterando suas vidas quando bem entende. Acho que seria até muito chato para ele. Deus apenas criou sistemas de controles, lógicos, mas que não somos capazes de decifrar, felizmente. Chamamos esse sistema de natureza.
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