Nossa vida é engraçada, sempre que estou longe de casa, sinto saudades e falta das coisas de lá. Mas parece que quando estou lá essas coisas passam despercebidas. No meu período na África criei o hábito de ler, diariamente, sites de jornais, blogs e variedade com informações sobre o Paraná e Foz do Iguaçu. O mais interessante de tudo isso é que muitas vezes lia fatos sobre Foz que nem as pessoas de lá sabiam. Depois eu escrevia, da Africa, contando para as pessoas de Foz as coisas que lá aconteciam. Nessa pesquisa por sites com o mesmo tema encontrei muitas fontes interessantíssimas, que nem sabia que existia. Porém, o mais curioso é que, antes de sair de Foz e depois de voltar da África, lia essas fontes com bem menos frequência. Não é nenhuma surpresa que, depois de vir para o Recife voltei a ler com frequência diária os sites com informações sobre Foz do Iguaçu, inclusive encontrei mais sites interessantes, com informações sobre Foz, Ciudad del leste e Puerto Iguazú. No final, sair de Foz me fez conhecê-la muito mais do que o período em que lá estive.
Essa distância de casa leva-nos (leva-me) a um retorno as origens. Nesse período fora, além do interesse sobre as coisas de casa, criei um interesse sobre as coisas das origens de nossas origens. Pesquisei sobre Besançon, localidade de que nossa família "leva o nome", sobre a Itália. Descobri coisas sobre nossa família que nem nossos avós e bisavós sabiam, o fato de termos origens na França, e não na Itália. Essas pesquisas me levaram a entender melhor os fatores que trouxeram nossos antepassados da Europa, que os levaram ao Paraná, especificamente Maria Helena, e os fatores que me trouxeram para longe de casa. O interessante é que, na origem, os motivos que levaram nossa família da França para a Itália, que os levaram de São Paulo para o Paraná, que nos levaram de Maria Helena para Maringá, que me levaram para África e agora para o Recife e que vão te levar a França são exatamente os mesmo, a busca de algo diferente, qualidade, conhecimento, mas acredito que o maior deles é a curiosidade. Essa é a maior semelhança entre nós, nossos avós e os caras que saíram de Besançon no século XVII, a curiosidade.
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2 comentários:
Esta de parabéns pelo blog Marcelo, mto legal mesmo! a curiosidade nos move! é isso aí
beijo
uma vez li uma entrevista do Humberto Gessinger que ele dizia que só gravou Herdeiros da Pampa Pobre, do Gaúcho da Fronteira, porque na época ele estava morando no Rio de Janeiro... disse q se não tivesse mudado pra lá nunca regravaria essa música...
só fui entender bem o que ele quis dizer depois q mudei pra curitiba.
lembro q antes de mudar, odiava sertanejo... depois q mudei, comecei a gostar só pq lembrava de MH...
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